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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tá na lista...

Retomando humildemente, quero apenas falar rapidinho de dois filmes.
O fim de 2014 me deixa com boas expectativas cinematográficas por dois motivos: as animações The Book of Life e The Box Trolls.

O primeiro, produzido por Guillhermo del Toro, conta a história de Manolo, um jovem que vem de uma tradicional família de toureiros mas que deseja ser músico. Ele se torna involuntariamente alvo de uma aposta e acaba sendo "enviado" para o mundo dos mortos.
Todo o filme é inspirado na tradição mexicana do Dia dos Mortos, dando um visual muito colorido e rico aos cenários e personagens. As artes conceituais são maravilhosas e imperdíveis!
Apenas uma coisa me desanimou até agora, a tradução brasileira que deu como título do filme Festa no Céu 
(sem mais comentários).

Fora isso é só expectativa boa. O lançamento está previsto para 16 de outubro deste ano.
Dublagem: Zoe Saldaña (Gamora - Guardians of the Galaxy), Channing Tatum (Duke - G.I. Joe: Retaliation) e Diego Luna (Julio - Elysium)

No site 
(um pouquinho pesado, mas muito bonito) é possível ver o novo trailer e alguns concepts do filme:  http://www.bookoflifemovie.com/



O segundo motivo, The Box Trolls, é uma mistura de stop motion com computação gráfica produzido pela Laika, responsável pelas maravilhosas animações Coraline (2009) e ParaNormam (2012).
O filme conta a história de Eggs, um garoto órfão que é criado por trolls catadores de lixo que são temidos por todos na cidade. Quando um exterminador decide acabar com todos os trolls, Eggs tenta proteger sua família e mostrar a todos que eles não tem o que temer.

A animação é baseada no livro infantil de Alan Snow titulado Here Be Monsters.
O longa conta com dublagens de Isaac Hempstead-Wright (Bran de Game of Trhones), Elle Fanning (Aurora de Maleficent) e Ben Kingsley (Mandarin - Iron Man 2). O lançamento está previsto para dia 26 de setembro deste ano.

O site oficial é bem legal e tem várias atividades, você pode fazer downloads de poster e cases pra celular e até criar seu próprio troll:  http://www.theboxtrolls.com/



Não deixem de conferir as artes conceituais de ambos, são lindas!

Eating Peanuts - O Retorno (XD)


Pensando em retomar meu vício em saber de tudo sobre as animações que gosto, resolvi reviver o blog que foi abandonado inicialmente por questões de força maior (leia-se falta de computador em terras distantes) e outros diversos motivos que vieram depois.
Agora, anos depois, com uma visão e gostos diferentes, uma lista infinitamente maior de filmes e até um suave toque de conceitos de design nos meus textos, continuarei com a minha saga de falar sobre as animações que já assisti. Dessa vez espero não parar. Alguém me acompanha?






Obs.: Um dia eu mudo esse layout, ok?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Toy Story 2

Só quero esclarecer umas coisinhas. Perênteses em preto são comentários adicionais ao que está sendo falado, já os parênteses em cinza são os meus comentário inúteis aos quais não consegui resisitr.
Se quiser ver as imagens no tamanho original, clique para ampliá-las
Há muitos spoilers! 



Com 4 anos passados desde o sucesso do filme original, Toy Story 2 impressiona mais uma vez pela evolução dos gráficos, mas a Pixar deixou claro que fazer um filme visualmente belo não era a única intenção.



Passado algum tempo após a aventura do primeiro filme voltamos ao quarto do Andy, que agora está com um clima mais leve já que a rixa entre Buzz e Woody deu lugar a uma grande amizade e parceria na "liderança" dos brinquedos.




Woody está muito ansioso com o Acampamento Cowboy, uma ótima oportunidade para passar um tempo sozinho com Andy, mas às vésperas da viagem durante uma brincadeira (morte pelos macacos!) Andy acidentalmente causa um rasgo no braço de Woody e resolve deixá-lo em casa.


Desapontado, Woody novamente teme ser deixado para trás chegando a ter pesadelos com isso (idéia reutilizada do primeiro filme). Ao tentar salvar outro brinquedo de uma venda de usados, o pinguim Wheezy,  Woody acaba sendo raptado por Al, um colecionador de brinquedos extremamente ganancioso.

Enquanto tenta escapar o cowboy conhece um pouco sobre sua história, ele descobre que é um boneco do personagem principal de um programa de Tv dos anos 1950, o Rodeio do Woody, que foi cancelado quando começou a corrida espacial. Agora ele é um boneco raro e muito valioso do xerife Woody que será vendido para um museu de Tóquio.
Na casa de Al Woody conhece seus companheiros de show, o doce cavalo Bala no Alvo (cavalo-cão né =P), a hiperativa cowgirl Jessie e o mineiro Pete Fedido.

Ao conhecer um pouco da história de Jessie, Woody se vê em um dilema: ser admirado por milhares de crianças para sempre, mas nunca ser amado novamente, ou voltar para Andy e correr o risco de ser esquecido conforme o garoto vai crescendo.
Tudo isso mesclado é claro com cenas hilárias de Buzz liderando uma busca com os outros brinquedos.


Toy Story 2 é ousado e delicado como o primeiro. Com cenas de ação mais abrangentes, novas tecnologias e um roteiro bastante simples mas que novamente tem um conflito pesado, o medo de ser abandonado e a dúvida entre uma vida completa que dure pouco ou uma eternidade segura, porém vazia.

A presença dos três novos personagens é fundamental para representar todos os tipos de sentimentos que podem ser vividos por esses brinquedos. Há o Bala no Alvo que se sente sozinho e está ansioso para voltar a brincar com uma criança, Jessie, que foi ferida pelo abandono (o grande medo de Woody) e teme viver esse sentimento novamente, Pete que passou pela frustração de nunca ter sido vendido e nunca ter sido amado por alguém e o próprio Woddy, que ainda tem uma criança mas teme o que está por vir.



Os outros personagens ganham espaço em cenas mais movimentadas e bem humoradas como na maravilhosa cena na qual Buzz encontra uma cópia dele mesmo que ainda pensa ser um patrulheiro espacial (ele pode até se sentir o Buzz do futuro [ou presente, sei lá] encontrando o Buzz do passado). Há também o encontro com  a sessão das Barbies e com o arqui-inimigo de Buzz, o imperador do mal Zurg!

E por falar nisso, é bom lembrar que Toy Story 2 é um filme cheio de referências a vários outros filmes clássicos como Superman, O Exorcista, Star Trek, 2001- Uma Odisséia no Espaço, Star Wars e muitos outros. E todas elas feitas de maneira natural e muito divertida (esse povo da Pixar realmente sabe como mostrar que entendem de cinema sem ficar forçado e chato!)

Agora, sobre o Buzz, é legal ver como a descoberta de que é um brinquedo mudou a sua personalidade (coisa que não temos muito tempo de notar no primeiro Toy Story). Ele apesar de manter sua boa postura na liderança dividida com Woody, está bem mais solto, realmente preocupado com o bem estar dos brinquedos e de Andy. Prova disso é o momento em que ele conversa com Woody sobre a razão deles existirem e "toca a real" para o cowboy de que ele é um brinquedo, o brinquedo de Andy, invertendo os papéis dos dois no segundo filme, já que agora é Buzz quem está com a cabeça no lugar.

Apesar de tudo isso não perdemos as cenas cômicas de Buzz (ou de seu clone) se achando o patrulheiro espacial (ou o Luke Skywalker =X)

Uma das partes mais emocionantes do filme é a cena em que Jessie conta sua história através da música Quando Eu Era Amada que mostra a relação de amor com sua dona e como ela é aos poucos deixada de lado. (parte legal também porque é uma das únicas cenas em que ela está calada ¬¬)


A trilha sonora fica novamente a cargo de Randy Newman com a bela composição de When She Loved Me (vencedor do Grammy de Melhor Canção) e Woody's Roundup.

A dublagem brasileira continua excelente, apenas com algumas mudanças como Marco Ribeiro dublando Woody, dessa vez desde a versão original pra cinema no lugar de Alexandre Lippiani, falecido em um acidente de carro (há pouca diferença na verdade porque Marco Ribeiro deu um tom à vez de Woody bem parecida com a original). E Alfredo Martins como o Sr. Cabeça de Bata, dando um tom mais ameno ao rabugento tubérculo, o que até combinou já que ele está mais feliz agora que se casou (eu sou um tubérculo casado!)

Há quem diga que Toy Story 2 é melhor que o primeiro, eu também achei isso quando assisti a primeira vez no cinema, hoje já não acho mais (seria culpa dos meus poucos nove aninhos de vida?). O filme é tecnicamente melhor que o primeiro, isso sem dúvida alguma, é mais engraçado, mas ousado e pode até ser considerado mais leve já que o protagonista agora não sofre com conflitos que possam afetar a sua moral (pelo contrário, Woddy acaba se tornando cada vez mais carismático). Mas o primeiro filme ainda tem um sabor mais especial em diversos aspectos (mas isso é só a minha opinião).
De qualquer maneira, o filme é recomendável para todas as idades, todas a gerações e todos os gostos. Portanto, divirtam-se. ;*


Download da trilha sonora em inglês aqui: CD's 2D Disney - Download

Para mais informações sobre ficha técnica e posters bem legais visite Tags Disney

terça-feira, 27 de julho de 2010

Toy Story


Aproveitando o lançamento (apesar de já estar quase saindo de cartaz) do terceiro filme da série Toy Story, resolvi fazer aqui alguns comentários sobre essa trilogia maravilhosa, em três partes.  =)

(contém muitos spoilers)

Toy Story é considerado o primeiro longa metragem de animação feito totalmente em computação gráfica, apesar de haver controvérsias e muitos afirmarem que a produção brasileira Cassiopéia foi a primeira.
Toy Story foi lançado em 1995, produzido pela Pixar e distribuído pela Walt Disney sendo a primeira parceria entre os dois estúdios.

O filme conta a história dos brinquedos de um menino de oito anos chamado Andy. Quando nenhum humano está por perto os brinquedos (e não só os do garoto), ganham vida. Liderados por Woody, o boneco cowboy, todos os brinquedos do quarto de Andy vivem em comunidade e em perfeita harmonia, porém, há algo que coloca medo em todos eles: brinquedos novos. Com o aniversário de Andy antecipado os brinquedos entram em pânico, pois não querem ser substituídos. O temor deles acaba se transformando em realidade para Woody que, com a chegada do boneco de ação Buzz Lightyear, um patrulheiro espacial, se vê trocado não só por Andy, mas até pelos outros brinquedos. Buzz acaba conquistando involuntariamente o respeito dos brinquedos e o carinho do menino, porém, o boneco tem um pequeno problema que talvez possa ser entendido como um defeito de fábrica. Ele realmente pensa que é um patrulheiro espacial e ingenuamente tenta consertar sua nave de papelão para retornar ao seu planeta natal.

O fato de Buzz não ligar para a atenção recebida irrita muito Woody, pois o amor de Andy era tudo para o boneco. Em uma de suas crises de ciúme Woody acaba provocando um acidente que faz  Buzz cair pela janela, e agora ele deve trazer o patrulheiro de volta para o quarto de Andy para que possa ser perdoado por seus colegas e para não se tornar um brinquedo perdido, pois a família do garoto está para se mudar.

Para piorar um pouco a situação os dois bonecos vão parar na casa do psicopata mirim Sid, um garoto que adora torturar brinquedos. No meio dessa jornada Buzz acaba finalmente percebendo que na verdade não passa de um brinquedo e, tendo que lidar com isso, começa a ver as coisas pela perspectiva de Woody e aos poucos nasce a improvável amizade com o cowboy.

Toy Story foi um enorme sucesso de bilheteria, a maior do ano nos EUA e recebeu indicações para vários prêmios. Um atrativo já bastaria para isso, um filme totalmente feito em computação gráfica (e muito bem feito pra época), era algo novo que todos queriam ver. Porém, isso é o que menos chama a atenção em Toy Story. A idéia do filme é extremamente simples e genial ao mesmo tempo: animar algo realmente inanimado.

Toda criança sempre quis que seu boneco andasse e falasse sozinho e Toy Story tornou o sonho das crianças (e dos adultos também) em realidade. Mas o filme não trata apenas de bonecos andando para as crianças verem, o coração colocado na história foi o que realmente arrebatou o público, a começar por Woody.
O boneco que no início era o cara bonzinho que todo mundo curte acaba tendo algumas atitudes bem egoístas e poderia ser até mal visto pelo público, mas a sensibilidade colocada no personagem acaba nos fazendo entender os sentimentos dele, o ciúme e principalmente o medo de não fazer mais parte da vida do garoto que lhe deu vida.

Temos também o Buzz que no inicio é um personagem bastante aéreo e alheio à realidade, no meio do filme acaba perdendo seu chão ao descobrir que tudo aquilo em que acreditava não passava de uma ilusão, tendo que se adaptar à recém descoberta condição de brinquedo para sobreviver.
Os brinquedos de Toy Story

Neste primeiro filme temos como foco as vidas e visões dos protagonistas Woody e Buzz, mas os coadjuvantes também merecem destaque. Fazendo uma bela referência a brinquedos clássicos a Pixar deu vida ao rabugento Sr. Cabeça de Batata, sempre com seus comentários pertinentes (ou não) e à Slink, o fiel cão-mola grande amigo de Woody. Devemos citar também o atrapalhado (e muito empolgado) Rex e o bem humorado Porquinho que trazem um sutil alívio cômico para todos os sentimentos complexos vividos durante a história.



Outro personagem que merece destaque é Sid. Não sei se podemos dizer exatamente que ele é o vilão do filme (tá, podemos sim), mas a idéia de um menino destruidor de brinquedos é genial, afinal estamos falando da vida dos brinquedos então, além de ser trocado ou jogado fora, o que mais um brinquedo pode temer? Ser explodido talvez. E nisso Sid é mestre.

Separei aqui uma cena que pra mim é a melhor do filme, quando Woody lidera os brinquedos mutantes de Sid para dar um susto no garoto, transformando o grande sonho das crianças de ver seus brinquedos andando no pior pesadelo de Sid.
 

Alguém aí sentiu um clima Chuck nessa cena?


Outra cena que eu separei foi a parte em que toca a música Coisas Estranhas. Escolhi porque adoro a música, mas também porque ela exprime bem os sentimentos do Woody com relação ao Andy, Buzz e aos outros brinquedos, o sentimento de perda e estranheza em seu próprio lar.




Esse filme foi feito para ficar na história, seja pelo título de primeiro longa de animação totalmente feito em computação gráfica, seja pela idéia fantástica ou ainda pela maneira mais fantástica como o trabalho foi executado. Um filme emocionante que definitivamente não foi feito só para crianças.
Dele podemos tirar várias lições sobre amizade, crescimento e perda. Pra quem quiser viajar um pouquinho mais dá até pra fazer uma analogia entre Woody e Buzz, 2D e 3D. O velho conhecido estranhando o novo e mais moderno, com medo da substituição, mas no fim os dois acabam por se completarem.

Toy Story é lindo, sensível, divertido, inovador, criativo e simples. Nos passa a (triste) idéia de que um dia todos seremos substituídos, mas eu até lá podemos fazer o melhor com o tempo que nos resta. Está recomendado!   

Quero também deixar uma notinha sobre a equipe de dublagem brasileira que é sensacional. Com Guilherme Briggs e Marco Ribeiro fazendo as vozes de Buzz e Woody respectivamente (na versão para DVD, pois na versão pra cinema Woody foi interpretado por Alexandre Lippiani), um trabalho maravilhoso liderado pelo diretor de dublagem (e também dublador) Garcia Neto.

Os dubladores Guilherme Briggs e Marco Ribeiro

A trilha sonora fica por conta de Randy Newman que fez a trilha de outros filmes Pixar como Procurando Nemo, Monstros S.A. e Vida de Inseto. Em português as músicas foram interpretadas por Zé da Viola.
Eu não tenho nenhum link da trilha sonora em português, mas pra quem quiser eu tenho aqui o link das três músicas cantadas que eu peguei da minha pastinha ^^ : download

Em inglês a trilha sonora está aqui (por: CD's 2D Disney)

Antes de ir só mais uma coisinha (é, eu sei que ficou grande). Eu sei que muita gente diz que o Woody se parece muito com o Tom Hanks porque foi inspirado nele já que é ele quem faz a voz no original e tal.... tá, mas eu sempre achei que o Woody se parece muito mais com o Jim Carrey. Será que só eu acho isso? Eu sei que pode ser confundível pela voz porque o dublador que faz a voz do Tom Hanks e do Jim Carrey aqui no Brasil é o mesmo, o Marco Ribeiro, e é ele quem dubla o Woody, mas não é só isso de semelhança não. O formato da cabeça, as bochechas redondas, as bocas estranhas e até o jeito desengonçado de andar... pra mim é tudo igualzinho ao Jim Carrey  (xD). Enfim, deixem suas opiniões aí e até Toy Story 2.  o/

Ao infinito e além!


terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo

 
Amigo há de todos os tipo. Companheiro, distraído, simpático, escandaloso, de infância, de ontem... pode ser da família ou considerado parte dela, pode ser humano ou até um animal, real ou imaginário. Mas amigo de verdade está sempre perto da gente, mesmo que seja só no coração.
Portanto, abrace seu amigo hoje, mesmo que ele esteja longe, tenho certeza de que dará um jeitinho.

A todos um Feliz Dia do Amigo!  ^^





Pequena homenagem à Toy Story e às amizades feitas nesse filme maravilhoso.


Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)
O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
As três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui