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terça-feira, 27 de julho de 2010

Toy Story


Aproveitando o lançamento (apesar de já estar quase saindo de cartaz) do terceiro filme da série Toy Story, resolvi fazer aqui alguns comentários sobre essa trilogia maravilhosa, em três partes.  =)

(contém muitos spoilers)

Toy Story é considerado o primeiro longa metragem de animação feito totalmente em computação gráfica, apesar de haver controvérsias e muitos afirmarem que a produção brasileira Cassiopéia foi a primeira.
Toy Story foi lançado em 1995, produzido pela Pixar e distribuído pela Walt Disney sendo a primeira parceria entre os dois estúdios.

O filme conta a história dos brinquedos de um menino de oito anos chamado Andy. Quando nenhum humano está por perto os brinquedos (e não só os do garoto), ganham vida. Liderados por Woody, o boneco cowboy, todos os brinquedos do quarto de Andy vivem em comunidade e em perfeita harmonia, porém, há algo que coloca medo em todos eles: brinquedos novos. Com o aniversário de Andy antecipado os brinquedos entram em pânico, pois não querem ser substituídos. O temor deles acaba se transformando em realidade para Woody que, com a chegada do boneco de ação Buzz Lightyear, um patrulheiro espacial, se vê trocado não só por Andy, mas até pelos outros brinquedos. Buzz acaba conquistando involuntariamente o respeito dos brinquedos e o carinho do menino, porém, o boneco tem um pequeno problema que talvez possa ser entendido como um defeito de fábrica. Ele realmente pensa que é um patrulheiro espacial e ingenuamente tenta consertar sua nave de papelão para retornar ao seu planeta natal.

O fato de Buzz não ligar para a atenção recebida irrita muito Woody, pois o amor de Andy era tudo para o boneco. Em uma de suas crises de ciúme Woody acaba provocando um acidente que faz  Buzz cair pela janela, e agora ele deve trazer o patrulheiro de volta para o quarto de Andy para que possa ser perdoado por seus colegas e para não se tornar um brinquedo perdido, pois a família do garoto está para se mudar.

Para piorar um pouco a situação os dois bonecos vão parar na casa do psicopata mirim Sid, um garoto que adora torturar brinquedos. No meio dessa jornada Buzz acaba finalmente percebendo que na verdade não passa de um brinquedo e, tendo que lidar com isso, começa a ver as coisas pela perspectiva de Woody e aos poucos nasce a improvável amizade com o cowboy.

Toy Story foi um enorme sucesso de bilheteria, a maior do ano nos EUA e recebeu indicações para vários prêmios. Um atrativo já bastaria para isso, um filme totalmente feito em computação gráfica (e muito bem feito pra época), era algo novo que todos queriam ver. Porém, isso é o que menos chama a atenção em Toy Story. A idéia do filme é extremamente simples e genial ao mesmo tempo: animar algo realmente inanimado.

Toda criança sempre quis que seu boneco andasse e falasse sozinho e Toy Story tornou o sonho das crianças (e dos adultos também) em realidade. Mas o filme não trata apenas de bonecos andando para as crianças verem, o coração colocado na história foi o que realmente arrebatou o público, a começar por Woody.
O boneco que no início era o cara bonzinho que todo mundo curte acaba tendo algumas atitudes bem egoístas e poderia ser até mal visto pelo público, mas a sensibilidade colocada no personagem acaba nos fazendo entender os sentimentos dele, o ciúme e principalmente o medo de não fazer mais parte da vida do garoto que lhe deu vida.

Temos também o Buzz que no inicio é um personagem bastante aéreo e alheio à realidade, no meio do filme acaba perdendo seu chão ao descobrir que tudo aquilo em que acreditava não passava de uma ilusão, tendo que se adaptar à recém descoberta condição de brinquedo para sobreviver.
Os brinquedos de Toy Story

Neste primeiro filme temos como foco as vidas e visões dos protagonistas Woody e Buzz, mas os coadjuvantes também merecem destaque. Fazendo uma bela referência a brinquedos clássicos a Pixar deu vida ao rabugento Sr. Cabeça de Batata, sempre com seus comentários pertinentes (ou não) e à Slink, o fiel cão-mola grande amigo de Woody. Devemos citar também o atrapalhado (e muito empolgado) Rex e o bem humorado Porquinho que trazem um sutil alívio cômico para todos os sentimentos complexos vividos durante a história.



Outro personagem que merece destaque é Sid. Não sei se podemos dizer exatamente que ele é o vilão do filme (tá, podemos sim), mas a idéia de um menino destruidor de brinquedos é genial, afinal estamos falando da vida dos brinquedos então, além de ser trocado ou jogado fora, o que mais um brinquedo pode temer? Ser explodido talvez. E nisso Sid é mestre.

Separei aqui uma cena que pra mim é a melhor do filme, quando Woody lidera os brinquedos mutantes de Sid para dar um susto no garoto, transformando o grande sonho das crianças de ver seus brinquedos andando no pior pesadelo de Sid.
 

Alguém aí sentiu um clima Chuck nessa cena?


Outra cena que eu separei foi a parte em que toca a música Coisas Estranhas. Escolhi porque adoro a música, mas também porque ela exprime bem os sentimentos do Woody com relação ao Andy, Buzz e aos outros brinquedos, o sentimento de perda e estranheza em seu próprio lar.




Esse filme foi feito para ficar na história, seja pelo título de primeiro longa de animação totalmente feito em computação gráfica, seja pela idéia fantástica ou ainda pela maneira mais fantástica como o trabalho foi executado. Um filme emocionante que definitivamente não foi feito só para crianças.
Dele podemos tirar várias lições sobre amizade, crescimento e perda. Pra quem quiser viajar um pouquinho mais dá até pra fazer uma analogia entre Woody e Buzz, 2D e 3D. O velho conhecido estranhando o novo e mais moderno, com medo da substituição, mas no fim os dois acabam por se completarem.

Toy Story é lindo, sensível, divertido, inovador, criativo e simples. Nos passa a (triste) idéia de que um dia todos seremos substituídos, mas eu até lá podemos fazer o melhor com o tempo que nos resta. Está recomendado!   

Quero também deixar uma notinha sobre a equipe de dublagem brasileira que é sensacional. Com Guilherme Briggs e Marco Ribeiro fazendo as vozes de Buzz e Woody respectivamente (na versão para DVD, pois na versão pra cinema Woody foi interpretado por Alexandre Lippiani), um trabalho maravilhoso liderado pelo diretor de dublagem (e também dublador) Garcia Neto.

Os dubladores Guilherme Briggs e Marco Ribeiro

A trilha sonora fica por conta de Randy Newman que fez a trilha de outros filmes Pixar como Procurando Nemo, Monstros S.A. e Vida de Inseto. Em português as músicas foram interpretadas por Zé da Viola.
Eu não tenho nenhum link da trilha sonora em português, mas pra quem quiser eu tenho aqui o link das três músicas cantadas que eu peguei da minha pastinha ^^ : download

Em inglês a trilha sonora está aqui (por: CD's 2D Disney)

Antes de ir só mais uma coisinha (é, eu sei que ficou grande). Eu sei que muita gente diz que o Woody se parece muito com o Tom Hanks porque foi inspirado nele já que é ele quem faz a voz no original e tal.... tá, mas eu sempre achei que o Woody se parece muito mais com o Jim Carrey. Será que só eu acho isso? Eu sei que pode ser confundível pela voz porque o dublador que faz a voz do Tom Hanks e do Jim Carrey aqui no Brasil é o mesmo, o Marco Ribeiro, e é ele quem dubla o Woody, mas não é só isso de semelhança não. O formato da cabeça, as bochechas redondas, as bocas estranhas e até o jeito desengonçado de andar... pra mim é tudo igualzinho ao Jim Carrey  (xD). Enfim, deixem suas opiniões aí e até Toy Story 2.  o/

Ao infinito e além!


terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo

 
Amigo há de todos os tipo. Companheiro, distraído, simpático, escandaloso, de infância, de ontem... pode ser da família ou considerado parte dela, pode ser humano ou até um animal, real ou imaginário. Mas amigo de verdade está sempre perto da gente, mesmo que seja só no coração.
Portanto, abrace seu amigo hoje, mesmo que ele esteja longe, tenho certeza de que dará um jeitinho.

A todos um Feliz Dia do Amigo!  ^^





Pequena homenagem à Toy Story e às amizades feitas nesse filme maravilhoso.


Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)
O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
As três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui






sexta-feira, 16 de julho de 2010

Resenha - O Corcunda de Notre Dame

*(Contem spoilers)
** (OCDND = O Corcunda de Notre Dame)

O Corcunda de Notre Dame, 34º longa de animação da Disney, foi inspirado na obra Notre Dame de Paris do escritor francês Victor Hugo.





Breve Resumo: Quasímodo, o gentil  sineiro da catedral de Notre Dame, passou toda sua vida na torre da catedral  isolado sendo apenas visitado por seu guardião, o juiz Claude Frollo. Porém, Quasímodo sonha em sair da torre e conhecer a cidade e as pessoas. Um dia, durante o Festival dos Tolos, ele se arrisca à um passeio e acidentalmente acaba se tornando o rei do festival, pois eles elegem as máscara mais feia da cidade. Quando todos lá percebem que a máscara é na verdade o rosto de Quasímodo a multidão se mostra cruel, mas o sineiro é defendido pela jovem cigana Esmeralda. A partir daí nasce uma amizade entre os dois e Quasímodo tem que lutar contra seu protetor para defender sua nova amiga, sua liberdade e a cidade que tanto ama.

O Corcunda de Notre Dame, lançado em 1996, é possivelmente um dos longas de animação Disney mais polêmicos já feitos por tratar de temas muito fortes como infanticídio, obsessão sexual, hipocrisia religiosa, desigualdade social entre outros. Apesar disso, o filme fez razoável sucesso em seu lançamento, mas longe de lucrar tanto quanto os sucessos anteriores da Disney.

O filme foi dirigido por Kirk Wise e Gary Trousdale (ambos trabalharam em A Bela e a Fera) e produzido por Don Hahn (produtor de O Rei Leão) e conta com a trilha sonora de Alan Menken e Stephen Schwartz. A trilha sonora de OCDND foi considerada por críticos como o melhor trabalho de Alan Menken na Disney, que foi responsável pela trilha sonora de filmes como A Pequena Sereia, Pocahontas, Aladdin e Hércules.
Catedral de Notre Dame

Os artistas da Disney foram até Paris para visitar a catedral de Notre Dame a fim de fazer com que o design das construções no filme ficassem fiéis aos prédios de Paris, trabalho este que foi muito bem executado.
Parte dessa arquitetura são as gárgulas, amigas de Quasímodo no filme. Victor, Hugo (homenagem ao autor do livro) e Laverne (cantora do grupo Andrews Sisters) foram criados para dar voz aos sentimentos de Quasímodo já que, segundo comentários do diretor e produtores, as gárgulas só poderiam existir na imaginação do sineiro.

As críticas e opiniões sobre o filme até hoje são muito controversas, há os que adoram por ser um dos melhores roteiros, e outros não gostam por ser um filme adulto demais ou até mesmo por não concordarem com as adaptações feitas pelo estúdio para tornar a história um pouco mais leve.

Pra quem não leu o livro aqui vai algumas das modificações feitas: Quasímodo, no clássico era um homem retraído e até mesmo considerado uma pessoa quase irracional, muito diferente do doce e gentil sineiro da Disney. Fora isso, Quasí era surdo, o que o tornava mais carrancudo ainda. Frollo "mudou" de profissão, para aliviar a crítica sobre a igreja feita no livro o arcebispo se tornou um juiz eclesiástico. Phoebus, de capitão mulherengo passou a salvador da pátria disputando o amor de Esmeralda com Quasímodo (a primeira disputa de dois heróis pelo amor da donzela na Disney). A personalidade de Esmeralda também foi modificada, já que algumas vezes ela parece ter medo de Quasímodo.

Há quem diga também que Frollo no livro não era exatamente um vilão e sim uma pessoa perturbada oscilando entre o dever e o desejo pela cigana.


Mesmo com duras críticas, o filme arrecadou um bom número de indicações a prêmios, entre elas a inexplicável indicação ao Framboesa de Ouro por Pior Roteiro de Filmes que arrecadaram mais de 100 milhões de doláres. Apesar disso o filme levou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora.

Além da trilha sonora, devemos destacar também o excelente trabalho de dublagem tanto nas falas quanto nas músicas. Interpretações únicas foram dadas às canções e algumas dublagens (no original) de filmes anteriores da Disney foram reutilizadas por causa do ótimo trabalho feito.



Dublagem Original

* Quasímodo - (Tom Hulce)
* Esmeralda - (Demi Moore / Heidi Mollenhauer [canções])
* Claude Frollo - (Tony Jay)
* Phoebus - (Kevin Kline)
* Clopin - (Paul Kandel)

Dublagem Brasiliera

* Quasímodo - (Marcelo Coutinho)
* Esmeralda - ( Mônica Rossi / Rosana Fiengo [canções])
* Claude Frollo - (Leonardo José  / Rodrigo Esteves [canções])
* Phoebus - (Dário de Castro)
* Clopin - (Claúdio Galvan)


Invasores: Neste filme, um dos visitantes serve de pequena homenagem a Kirk Wise, Gary Trousdale e Don Hahn (já citados) com o animado anterior do trio. Em uma cena da música "Lá Fora" (Out There) vemos Bela (A Bela e a Fera) passando pelas ruas de Paris. (clique nas imagens para ampliá-las)


Na mesma cena vemos (ou não) Pumba (O Rei Leão) sendo carregado por caçadores. Isso me lembra Asterix!)

Ainda nesta mesma cena, o Tapete de Aladdin sendo sacudido.

O Corcunda de Notre Dame por mim: OCDND encanta por diversos motivos, os gráficos bem trabalhados, trilha sonora excelente, personagens profundas, mas o que mais me cativa, principalmente depois de ler o livro, é justamente o roteiro. Independente de analisar se a adaptação foi boa ou não, como história OCDND funciona extremamente bem, o humor foi colocado na medida certa, os diálogos são os mais bem escritos e cada personagem tem sua força que cativa de maneiras diferentes, podemos dizer isso até mesmo do vilão Frollo.
rascunhos da catedral
Quanto ao livro, bem, gosto da obra, tem um clima totalmente diferente do filme, dá até pra sentir pena do Frollo e não simpatizar muito com o Quasímodo, porém o filme da Disney foi fiel em alguns aspectos primordiais da história, como a contraposição do grotesco e do sublime, característica da obra romântica de Victor Hugo. No filme vemos claramente a mensagem de que a beleza verdadeira não depende de um físico bonito, mas do coração de cada um.

Reveja esta cena: No caso estas músicas. Foi difícil escolher uma parte deste filme, o bom mesmo é vê-lo por inteiro, com  e sem comentários de áudio, com extras e tudo mais, mas me decidi por estas músicas por elas mostrarem as maneiras diferentes de como é vista Esmeralda por Quasímodo e Frollo: Luz Celestial e Fogo do Inferno.

Luz Celestial - Fogo do Inferno

Esta trilha sonora eu recomendo muitíssimo em qualquer língua. Visite http://www.disney2d.xpg.com.br/ para baixar a trilha sonora em diversas línguas ou faça o download das músicas em português no link abaixo.

1. Os Sons de Notre Dame
2. Lá Fora
3. Às Avessas
4. Humilhação
5. Salve os Proscritos
6. O Campanário
7. Luz Celestial / Fogo do Inferno
8. O seu Glamour
9. Paris em Chamas
10. O Pátio dos Milagres
11. Santuário!
12. E Ele Castigará os Maus
13. À Luz do Sol
14. Os Songs de Notre Dame
15. Um Dia
16. Oração (Rosana)


(CD retirado da comunidade CD's 2D Disney - Download )

Abaixo o trailer lançado no VHS de Pocahontas. 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Arte nas mãos

Pra quem curte pinturas, muita criatividade e celulares, isso mesmo celulares, vai gostar disso.
A AT&T é uma operadora de telefonia celular que criou uma campanha de publicidade muito divertida. Usando apenas mãos, pintura e um celular ela retratou diversos países para mostrar como é abrangente sua área de cobertura.
Confiram!  (clique nas imagens para ampliá-las)

África do Sul

Austrália


Bahamas


Brasil


Canadá


China


Costa Rica


Egito


França


Índia


Inglaterra


Itália


Japão


Marrocos


México


Noruega


Países Baixos


Paraguai


Reino Unido


Rússia